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Mostrando postagens de Junho, 2011

A FORMIGA, O FORMIGUEIRO, A MÁQUINA

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Saiu do buraco. Os mil túneis que existiam no buraco, pra que ela saísse. Saiu. Os pulmões cheios de ar. Havendo pulmões em formigas, estavam eles cheios de ar fresco, ar novo de bons ventos. Primeiro apareceram às antenas, movimentando-se para lá e para cá, certificando que poderia o resto do corpo sair sem correr perigo. Lá no passado disseram que as antenas captavam estações de rádio, e já para hoje em dia captavam sinal digital, via-satélite ou digital, ou mesmo os dois, que dizem que os dois acabam sendo um só, ou um ou outro são um só. Gostava de sentir o sol esquentar a pele, se é pele, película ou couraça, que a formiga tem; que ela possui. As outras formigas viviam a ralhar com ela, dizendo que ela acabaria por se queimar, tanto a viver no sol, a pisar o chão quente e a beber água muito morna que ela vivia. Como vício era assim que ela vivia. Assim: já impregnada, rebelde até. Vá uma criatura dizer que formiga não bebe água e ela o desmente na hora, se não desmentir pela boca…

RODA DE POETAS

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― sabe se com quantos paus uma canoa se faz com pregos!?
― e as crianças vão nascer por bluetooth igual as fezes são feitas no Pentágono.  ― sabe a nossa sombra? pois é o nosso irmãozinho gêmeo que ao invés de nascer resolvera viver à nossa própria sombra. ― que já eu já acho que a nossa mão dando tchau é pássaro erguendo voo. ― já eu já acho que o sapo cururu peida vaga-lumes!

(do livro: A INVENÇÃO DOS AVÓS)

Capa do novo livro

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