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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

OS GORILAS DE VIRUNGA

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PAI E FILHO

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O olhar sério, o braço erguido, apontando a oficina. “Quero te mostrar uma coisa, poderia ter mostrado antes, mas você não entenderia.” A certeza de que o filho não entenderia o fez sorrir num canto da boca. Estava certo que a idade chegava, estava a lhe fazer sábio. Pôs a mão no ombro do filho, ave ainda sem penugem, e caminharam até oficina. A mão no ombro, a guiar e a dosar a caminhada, a mão no ombro a dizer que eram amigos, estavam próximos (...) Foi preciso usar lubrificante no cadeado. “Está quase abrindo, quase pronto.” Calculou mal a força e a porta abrira num estampido. Receou que o filho o achasse imprudente, inábil. E não era isso, um homem que só vivia entre petições e ofícios, um homem enfurnado em cartórios e, quando fora deles, vivia sempre a pedir favores ou a pagar por tarefas banais, trocar a resistência, o botijão, o papel de parede. Um inábil, o que era. “Entre,” ele disse. E aquele “entre” serviria também para mostrar quem é que estava no comando, que o estampido…

Literatura como combustível

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Os escritores Helder Herik, Nivaldo Tenório e Mário Rodrigues, três amigos de Garanhuns, criaram a editora u-Carbureto, que publica livros, blog e fanzine Álvaro Filhoseualvaro@gmail.com O carbureto é um composto químico bastante eclético, utilizado tanto na metalurgia pesada para soldar placas de aço, quanto no cotidiano das pessoas, seja para amadurecer mais rapidamente um cacho de bananas ou acender o lampião. Uma nova aplicação para ele foi desenvolvida no Agreste pernambucano, mais precisamente em Garanhuns. E por três professores que curiosamente não ensinam química, e sim literatura. Há cerca de um ano, o trio Mário Rodrigues, Helder Herik e Nivaldo Tenório criaram o selo editorial u-Carbureto, uma iniciativa ousada, considerando a equação literatura + interior de Pernambuco, que já resultou em um livro e hoje dá a luz a outro. Luz à base de carbureto. O lançamento em questão é A curva secreta da linha reta, de Mário Rodrigues. Ele sucede a As plantas crescem latindo, de Helder He…