Poetas fumaçam na cabeça
pensando as coisas que imaginam alumbrar

assim:
de um varal virar uma cobra e comer a roupa estendida

assim-assim:
um varal virar uma cobra e comer a roupa e virar aranha

e fazer uma teia do restinho da roupa que sair defecada de seu fundilho

o despoeta nem pensa
já diz:
mas a teia não sai do fundilho da aranha
sai das f
úsulas fiandeiras do 
abdômen

o despoeta nem fede nem cheira

(Imagem: Pinterest)

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