Opinião sim, opressão não



Impressões sobre o FIG. Se analisado pelo viés conservador (que existiu) ou viés religioso (que existiu) ou viés dos eleitores do mito (que existiu) ou viés dos saudosos de uma ditadura (sim, existiu), este foi sim, o pior FIG. Agora, se analisado pelo viés da luta por inclusão (que existiu) ou viés da ruptura que a arte propõe (que existiu) ou viés de que o grito entalado na garganta foi solto (sim, existiu), este foi sim, o melhor FIG.

Curioso que mocinhos viraram vilões e vilões viraram mocinhos. Artistas admirados (que nos fazem sair de casa), de uma hora para outra, viraram vilões blasfemadores e mataram o FIG com requintes de crueldade (goste ou não, eles possuem o direito de falar o que falaram, afinal, vivemos em uma democracia, não é mesmo?). Curioso que políticos sempre criticados, (que nos fazem ficar em casa), de uma hora pra outra viraram salvadores da pátria, heróis angelicais voando sobre nossas ruas esburacadas, sobre nossa falta de emprego e violência crescente. Um bater de asas que enxota professores e opositores (goste ou não, os políticos possuem o direito de serem amados, afinal, vivemos em uma democracia, não é mesmo?).

Abaixo as divisões, abaixo os julgamentos. Abaixo quem é de Deus e quem é do Diabo. Vamos juntos, de mãos dadas.

No mais, Lula livre e um beijo pras travesti!

© Helder Herik
Maira Gall